Matematica.Expert é uma metodologia exclusiva de ensino da Matemática. Ela é criada a partir de uma constatação: o ensino e a aprendizagem dessa matéria, em particular no Brasil, apresentam muitos problemas.

Só para termos uma ideia, uma recente avaliação dos nossos jovens da rede pública revelou que 2 milhões de estudantes do Ensino Médio no Brasil não foram capazes de responder corretamente a qualquer das perguntas sobre Matemática. Isso mesmo: eles obtiveram nota zero na avaliação da qualidade do nosso ensino.

É uma situação triste e preocupante, ainda mais quando consideramos que não faltam bons matemáticos no Brasil. Pelo contrário, o nosso país possui formidáveis desses profissionais, e a Matemática (pura e aplicada) que produzimos é de classe mundial.

Em janeiro de 2018, o Brasil foi promovido à elite da Matemática. A União Matemática Internacional (IMU, na sigla em inglês) aprovou a entrada do nosso país no Grupo 5 daquela organização, reconhecendo que a qualidade da Matemática que produzimos é comparável à de países como EUA, Japão e Reino Unido.

Apesar dessa colocação invejável entre as grandes nações que produzem e desenvolvem a Matemática no mundo, amargamos posições ruins em testes realizados com nossos jovens em idade escolar. Nesse ponto, o Brasil não só se mostra sempre entre as últimas colocações nos testes internacionais, como apresenta péssimo desempenho nas avaliações de caráter nacional, como o IDEB.

Como isso é possível? O mesmo país que produz matemáticos de qualidade internacional, amarga as últimas colocações (e coleciona maus desempenhos) em avaliações de Matemática escolar?

Seria como se o Brasil produzisse muitos jogadores de futebol com atuação nos mais prestigiados times internacionais, e tivesse uma seleção imbatível… mas suas crianças e seus adolescentes odiassem jogar futebol, e seus pais não dessem qualquer incentivo para que eles o fizessem. Esse cenário não faz muito sentido, certo? Mas é exatamente a situação da Matemática no nosso país…

Nós, do Matematica.Expert, acreditamos que isso se deve, principalmente, a três motivos:

  • a Matemática, culturalmente, não é aceita no país. Quando os alunos em idade escolar dizem odiar Matemática, todos acham normal. Quando os pais dessas crianças e jovens dizem odiar Matemática e não saber nada do assunto, nada parece haver de errado. Mas, mesmo as pessoas que dizem ter pavor de Matemática reconhecem que é importante aprender a matéria. Mas como aprender algo que ninguém gosta? Melhor dizendo, qual o incentivo de um estudante dizer que gosta da Matemática, quando seu ambiente o estimula a pensar e sentir de forma contrária? É preciso, pois, mudar a cultura do país com relação à linguagem dos números. E isso só é possível quando se mostra que a Matemática merece ser amada e respeitada. Nossa metodologia dá grande ênfase a isso, mostrando o caráter humano dessa matéria – como ela nasceu do nosso gênio criativo, foi e é desenvolvida até hoje pela formidável mente humana.

 

  •  a Matemática não é enfatizada como linguagem. Hoje em dia, há uma grande crença – ou um grande mito – da pedagogia: a de que o ensino da Matemática precisa ser contextualizado com o dia-a-dia do aluno, e que ela deve ser ensinada para a resolução de problemas concretos. Isso não é necessariamente verdadeiro. Ao enfatizar excessivamente problemas concretos, não conseguimos trabalhar a Matemática em seu aspecto simbólico e abstrato. É justamente o entendimento dos conceitos e da abstração dos padrões, dos números, dos símbolos, das formas e das sintaxes que possibilita, no médio e no longo prazo, o melhor uso da Matemática como um ferramental para resolver problemas de qualquer tipo – até mesmo os problemas que ainda não foram pensados. Essa abordagem, por ser menos imediatista, requer mais paciência do professor e do aluno; mas seus resultados são melhores e mais duradouros.

 

  • a Matemática não é vista como um treinamento cognitivo. A Matemática é um exercício extraordinário e riquíssimo para o nosso cérebro. Nela, desenvolvemos a lógica, exercitamos nossa memória, usamos nossa capacidade de ponderar, de comparar, de calcular, de estimar. Exercitamos nossa imaginação e a nossa criatividade – tanto para solucionar problemas, como para criá-los. É uma “musculação cognitiva”de altíssimo nível – na verdade, a mais antiga que existe, e, ainda hoje, a mais completa.

 

Nossa ênfase, portanto, se dá sobre esses três enfoques da Matemática: como cultura, como linguagem, e como treinamento cognitivo.